Versos Com A Palavra Hera

Reza August 13, 2021
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A hera é uma planta trepadeira que possui folhas verdes e brilhantes e é muito utilizada em decorações de jardins e fachadas de casas. Além disso, a hera também é bastante citada na literatura, sendo frequentemente mencionada em poemas e versos. Neste artigo, iremos explorar alguns versos que contêm a palavra “hera”.

Versos com a palavra Hera na Literatura Brasileira

“A Canção do Exílio” de Gonçalves Dias

Gonçalves Dias foi um importante poeta brasileiro do século XIX e em sua obra “A Canção do Exílio” encontramos a seguinte estrofe:

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;

Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Nesta famosa estrofe, Gonçalves Dias descreve a saudade que sente de sua terra natal, o Brasil. Na última estrofe, ele menciona a “hera” como uma das plantas que ele espera avistar novamente quando voltar para o país.

“Bilhete” de Machado de Assis

Machado de Assis foi um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos e em seu poema “Bilhete” encontramos a seguinte estrofe:

Não te escrevo mais, que medo
De que a minha confidência
Te leve a pensar que peço
Mais do que amizade ardente.

Nada espero, nada peço,
Não há aqui nem queixa, nem prece;
Em resumo, moça, eu gosto
Da cor dos teus olhos verdes.

Se eu os roubo às águas puras
Donde vive a tua aldeia,
É que são mais verdes do que
A verde cor da maresia.

Se é pecado, eu sou culpado,
Mas, ai de mim! que delito!…
Eu trago os teus olhos verdes
Dentro do meu coração morto.

Tu és casta como a neve,
És bela como a bonina,
Resta saber se és tão leve
Como a folha da hera fina.

Neste poema, Machado de Assis utiliza a “hera fina” como uma metáfora para descrever a leveza da pessoa amada.

Versos com a palavra Hera em Outras Literaturas

“The Waste Land” de T.S. Eliot

T.S. Eliot foi um importante poeta modernista e em seu poema “The Waste Land” encontramos a seguinte estrofe:

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Under the brown fog of a winter dawn,
A crowd flowed over London Bridge, so many,
I had not thought death had undone so many.

Sighs, short and infrequent, were exhaled,
And each man fixed his eyes before his feet.
Flowed up the hill and down King William Street,
To where Saint Mary Woolnoth kept the hours
With a dead sound on the final stroke of nine.

There I saw one I knew, and stopped him, crying “Stetson!
“You who were with me in the ships at Mylae!
“That corpse you planted last year in your garden,
“Has it begun to sprout? Will it bloom this year?

“Or has the sudden frost disturbed its bed?
“Oh keep the Dog far hence, that’s friend to men,
“Or with his nails he’ll dig it up again!

“You! hypocrite lecteur!—mon semblable,—mon frère!”

Neste poema, Eliot utiliza a “hera” como uma metáfora para a falta de vida e esperança na cidade de Londres.

“The Love Song of J. Alfred Prufrock” de T.S. Eliot

Em outro poema de T.S. Eliot, “The Love Song of J. Alfred Prufrock”, encontramos a seguinte estrofe:

And the afternoon, the evening, sleeps so peacefully!
Smoothed by long fingers,
Asleep … tired … or it malingers,
Stretched on the floor, here beside you and me.
Should I, after tea and cakes and ices,
Have the strength to force the moment to its crisis?
But though I have wept and fasted, wept and prayed,
Though I have seen my head (grown slightly bald) brought in
upon a platter,
I am no prophet—and here’s no great matter;
I have seen the moment of my greatness flicker,
And I have seen the eternal Footman hold my coat, and snicker,
And in short, I was afraid.

And would it have been worth it, after all,
After the cups, the marmalade, the tea,
Among the porcelain, among some talk of you and me,
Would it have been worth while,
To have bitten off the matter with a smile,
To have squeezed the universe into a ball
To roll it toward some overwhelming question,
To say: “I am Lazarus, come from the dead,
“Come back to tell you all, I shall tell you all”—

If one, settling a pillow by her head,
Should say: “That is not what I meant at all.
“That is not it, at all.”

And would it have been worth it, after all,
Would it have been worth while,
After the sunsets and the dooryards and the sprinkled streets,
After the novels, after the teacups, after the skirts that trail along the floor—
And this, and so much more?—

It is impossible to say just what I mean!
But as if a magic lantern threw the nerves in patterns on a screen:
Would it have been worth while
If one, settling a pillow or throwing off a shawl,
And turning toward the window, should say:

“That is not it at all,
“That is not what I meant, at all.”

Neste poema, Eliot utiliza a “hera” como uma metáfora para a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte.

Conclusão

A hera é uma planta que possui um importante papel na literatura, sendo frequentemente utilizada como uma metáfora para diversos temas, como a saudade, a leveza, a falta de vida e a inevitabilidade da morte. Os versos que citam a “hera” são exemplos da riqueza e da diversidade da literatura, que utiliza as palavras de forma criativa e original para transmitir ideias e sentimentos.

FAQs

1. Qual é a origem da palavra “hera”?

A palavra “hera” tem origem no latim “hedera”.

2. A hera é uma planta venenosa?

Sim, a hera pode ser tóxica para algumas pessoas e animais, causando irritação na pele e problemas respiratórios.

3. Como cultivar a hera em casa?

A hera é uma planta

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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