Segundo Perry Anderson, O Estado Absolutista

Reza January 3, 2022
Anderson perry el estado absolutista by erlandx Issuu

Introdução

Perry Anderson é um historiador britânico, considerado um dos mais importantes marxistas do século XX. Ele é conhecido por suas obras sobre a história europeia, em especial a história do Estado Absolutista. Em seu livro “Lineages of the Absolutist State”, publicado em 1974, Anderson analisa as características e a evolução do Estado Absolutista na Europa.

O que é o Estado Absolutista?

O Estado Absolutista é uma forma de organização política que surgiu na Europa durante a Idade Moderna, entre os séculos XVI e XVIII. Ele se caracteriza pela concentração de poder nas mãos do monarca, que detinha o controle absoluto sobre a administração pública, a justiça, o exército e a religião. O Estado Absolutista surgiu em um contexto de crise do feudalismo e de centralização do poder nas monarquias europeias. Ele se desenvolveu sobretudo na França, na Espanha e na Áustria, mas também teve influência em outros países, como a Inglaterra e a Rússia.

As características do Estado Absolutista segundo Perry Anderson

Perry Anderson identifica cinco características principais do Estado Absolutista em sua obra “Lineages of the Absolutist State”. São elas:

1. O monarca como fonte de autoridade

No Estado Absolutista, o monarca era visto como a fonte de toda a autoridade política. Ele detinha o poder absoluto sobre todas as esferas da vida pública, sem que houvesse qualquer tipo de controle por parte da nobreza, do clero ou do povo em geral. O monarca era considerado um representante de Deus na Terra, e sua palavra era lei.

2. A burocracia como instrumento de poder

Para exercer seu poder absoluto, o monarca precisava contar com uma burocracia eficiente e disciplinada. A burocracia era formada por funcionários públicos nomeados pelo monarca, e que tinham como função administrar o Estado e garantir a ordem pública. A burocracia era um instrumento fundamental para a centralização do poder nas mãos do monarca.

3. A aristocracia como contrapeso ao poder monárquico

Apesar de o monarca deter o poder absoluto no Estado Absolutista, a nobreza ainda desempenhava um papel importante na vida política e social do país. A nobreza era responsável por manter a ordem social e por fornecer conselheiros ao monarca. Ela também tinha o direito de participar da administração pública em níveis mais baixos.

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4. O exército como instrumento de guerra

O Estado Absolutista dependia de um exército forte e bem-organizado para garantir sua segurança e sua expansão territorial. O monarca era responsável por manter um exército permanente, que pudesse ser mobilizado rapidamente em caso de conflito. O exército era também um instrumento de controle interno, utilizado para reprimir revoltas populares e manter a ordem pública.

5. A religião como instrumento de coesão social

No Estado Absolutista, a religião desempenhava um papel importante na coesão social. O monarca era o chefe da igreja, e a religião oficial do Estado era usada para reforçar a autoridade do monarca e para manter a ordem social. A intolerância religiosa era comum, e muitas vezes os monarcas perseguiram minorias religiosas que consideravam uma ameaça à sua autoridade.

A crítica de Perry Anderson ao Estado Absolutista

Perry Anderson é bastante crítico em relação ao Estado Absolutista, considerando-o uma forma de organização política autoritária e repressiva. Ele argumenta que o Estado Absolutista foi uma resposta da nobreza e do monarca à crise do feudalismo, e que sua principal função era manter a ordem social e garantir a dominação das classes privilegiadas. Anderson também critica a forma como o Estado Absolutista tratava as minorias religiosas e políticas, considerando essa repressão como um dos principais obstáculos para o desenvolvimento democrático na Europa.

Conclusão

Em resumo, o Estado Absolutista foi uma forma de organização política que surgiu na Europa durante a Idade Moderna, caracterizada pela concentração de poder nas mãos do monarca. Perry Anderson identificou cinco características principais do Estado Absolutista: o monarca como fonte de autoridade, a burocracia como instrumento de poder, a aristocracia como contrapeso ao poder monárquico, o exército como instrumento de guerra e a religião como instrumento de coesão social. Anderson é bastante crítico em relação ao Estado Absolutista, considerando-o uma forma de organização política autoritária e repressiva.

FAQs

1. O Estado Absolutista ainda existe em algum lugar do mundo?

Não, o Estado Absolutista deixou de existir na Europa no final do século XVIII e início do século XIX, com a Revolução Francesa e a ascensão do liberalismo. Atualmente, não há nenhum Estado que se enquadre nas características do Estado Absolutista descritas por Perry Anderson.

2. Qual é a relação entre o Estado Absolutista e a democracia?

O Estado Absolutista é considerado uma forma de organização política autoritária e repressiva, que não permitia a participação popular na vida política e social do país. Por isso, ele é visto como um obstáculo para o desenvolvimento da democracia na Europa.

3. Qual foi a principal função do Estado Absolutista na Europa?

A principal função do Estado Absolutista foi manter a ordem social e garantir a dominação das classes privilegiadas, em especial a nobreza e o monarca. Ele surgiu como uma resposta à crise do feudalismo e à necessidade de centralização do poder nas monarquias europeias.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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