Quantas Gotas Por Minuto Dieta Enteral

Reza December 13, 2022
Quantas gotas em uma diluição? Essencial para nós

A dieta enteral é uma opção para pessoas que não conseguem se alimentar por via oral e precisam receber nutrientes e calorias por meio de uma sonda. Nesse tipo de alimentação, é comum que a solução seja administrada por gotejamento, o que pode gerar dúvidas sobre a quantidade de gotas por minuto que devem ser infundidas. Neste artigo, vamos explicar como calcular essa quantidade e outros aspectos importantes da dieta enteral.

O que é dieta enteral?

A dieta enteral é uma forma de alimentação que consiste na administração de uma solução com nutrientes e calorias diretamente no trato gastrointestinal, por meio de uma sonda nasogástrica, nasoenteral, gastrostomia ou jejunostomia. Essa forma de alimentação é indicada para pessoas que têm dificuldade em se alimentar pela boca, seja por problemas de deglutição, disfunções neurológicas ou outras condições clínicas que afetam a capacidade alimentar do paciente.

A dieta enteral pode ser realizada em ambiente hospitalar ou domiciliar, com acompanhamento de um profissional de saúde. A solução utilizada na dieta enteral é composta por nutrientes como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais, e deve ser prescrita por um médico ou nutricionista, de acordo com as necessidades nutricionais individuais do paciente.

Como calcular a quantidade de gotas por minuto

Na dieta enteral, a solução é administrada por meio de um equipo de infusão conectado à sonda de alimentação, geralmente com um gotejador que controla a velocidade de infusão da solução. Para calcular a quantidade de gotas por minuto que devem ser administradas, é necessário conhecer alguns dados do paciente e da solução de alimentação, como:

  • Peso do paciente;
  • Gasto energético basal (GEB) do paciente;
  • Concentração de calorias da solução de alimentação;
  • Fórmula para cálculo de gotejamento.

O GEB é a quantidade de energia que o corpo precisa para manter as funções vitais em repouso, ou seja, sem atividade física. Esse valor pode ser calculado por meio de equações que levam em consideração o sexo, idade, peso e altura do paciente.

Com esses dados, é possível calcular a quantidade de calorias que o paciente precisa receber por dia e, a partir disso, a quantidade de calorias por hora. A concentração de calorias da solução de alimentação é informada pelo médico ou nutricionista, e pode variar de acordo com as necessidades individuais do paciente. A fórmula para cálculo de gotejamento é:

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Gotejamento = (volume a ser infundido x fator de correção) / tempo de infusão

O fator de correção é o número de gotas que correspondem a 1 ml da solução de alimentação, e pode variar de acordo com o tipo de equipo utilizado.

Por exemplo, se um paciente precisa receber 1500 calorias por dia, e a solução de alimentação tem uma concentração de 1 kcal/ml, a quantidade de calorias por hora será de 62,5 (1500/24). Se o paciente pesa 70 kg e tem um GEB de 1600 kcal/dia, a solução de alimentação deve fornecer as calorias restantes, ou seja, 1500 – 1600 = -100 kcal/dia.

Para calcular a quantidade de solução de alimentação a ser infundida por hora, é necessário dividir a quantidade de calorias por hora pela concentração de calorias da solução. No exemplo acima, se a solução tem uma concentração de 1 kcal/ml, a quantidade de solução a ser infundida por hora será de 62,5 ml/h (62,5/1).

Com esses dados, é possível calcular a quantidade de gotas por minuto que devem ser administradas, utilizando a fórmula de cálculo de gotejamento. Se o fator de correção for de 20 gotas/ml, por exemplo, e o tempo de infusão for de 60 minutos, a quantidade de gotas por minuto será:

Gotejamento = (62,5 ml/h x 20 gotas/ml) / 60 minutos = 20,8 gotas/minuto

Portanto, nesse exemplo, a solução de alimentação deve ser administrada a uma velocidade de 20 a 21 gotas por minuto.

Cuidados na dieta enteral

Como qualquer tipo de alimentação, a dieta enteral requer cuidados para evitar complicações e garantir a eficácia do tratamento. Alguns dos principais cuidados incluem:

  • Utilizar equipamentos adequados e estéreis para a administração da solução de alimentação;
  • Verificar regularmente a posição da sonda de alimentação e a presença de obstruções;
  • Observar sinais de intolerância alimentar, como náuseas, vômitos, diarreia e distensão abdominal;
  • Monitorar o estado nutricional e o peso do paciente, ajustando a solução de alimentação de acordo com as necessidades individuais;
  • Manter uma boa higiene oral e bucal do paciente, para evitar infecções e mau hálito;
  • Realizar a troca de equipo e a higienização da sonda de alimentação de acordo com as orientações do fabricante e do profissional de saúde.

Além disso, é importante que o paciente receba acompanhamento regular de um médico e de um nutricionista, para avaliar a eficácia do tratamento, ajustar a solução de alimentação e prevenir complicações.

Conclusão

A dieta enteral é uma opção segura e eficaz para pessoas que não conseguem se alimentar por via oral, desde que seja realizada com cuidado e orientação profissional. A quantidade de gotas por minuto na administração da solução de alimentação pode ser calculada por meio de equações que levam em consideração o peso, o GEB e a concentração de calorias da solução, além da fórmula de cálculo de gotejamento. É importante seguir os cuidados recomendados para evitar complicações e garantir o sucesso do tratamento.

FAQs

1. A dieta enteral pode ser realizada em casa?

Sim, a dieta enteral pode ser realizada em ambiente domiciliar, desde que haja orientação e acompanhamento de um profissional de saúde.

2. Quais são os tipos de sonda utilizados na dieta enteral?

Os tipos de sonda utilizados na dieta enteral incluem a sonda nasogástrica, nasoenteral, gastrostomia e jejunostomia.

3. Qual é a diferença entre dieta enteral e parenteral?

A dieta enteral é administrada diretamente no trato gastrointestinal, por meio de uma sonda, enquanto a dieta parenteral é administrada diretamente na corrente sanguínea, por meio de uma veia. A dieta parenteral é indicada para pacientes que não podem receber nutrientes por via oral ou enteral, por exemplo, devido a problemas de absorção ou obstrução intestinal.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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