O Sangue Materno E Fetal Não Se Mistura Na Placenta

Reza August 13, 2022
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Existem muitas curiosidades e dúvidas sobre a gestação e o desenvolvimento do feto no útero da mãe. Uma das questões mais interessantes é sobre a placenta, um órgão que se desenvolve durante a gravidez e é fundamental para a nutrição e oxigenação do feto. Mas por que o sangue materno e fetal não se mistura na placenta? É o que vamos explicar neste artigo.

O que é a placenta?

A placenta é um órgão que se desenvolve no útero da mãe durante a gravidez. Ela é formada pelo tecido do embrião e pelo tecido da mãe e tem como função principal a nutrição e oxigenação do feto. A placenta também é responsável por eliminar os resíduos metabólicos do feto e produzir hormônios que ajudam a manter a gravidez.

Como funciona a placenta?

A placenta é formada por dois tipos de tecidos: o tecido fetal e o tecido materno. O tecido fetal é formado pelo trofoblasto, que é uma camada de células que se desenvolve a partir do embrião e se fixa na parede do útero da mãe. O tecido materno é formado pelo endométrio, que é a camada de células que reveste o útero.

Entre o tecido fetal e o tecido materno, existe uma rede de vasos sanguíneos que permite a troca de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos entre a mãe e o feto. O sangue materno circula pelas artérias uterinas e chega à placenta, onde é distribuído pelos vasos sanguíneos do tecido materno. Já o sangue fetal circula pelas artérias umbilicais, que chegam até a placenta e se ramificam em vasos sanguíneos do tecido fetal.

Por que o sangue materno e fetal não se mistura na placenta?

O sangue materno e fetal não se mistura na placenta porque existe uma barreira que impede a passagem direta dos dois tipos de sangue. Essa barreira é formada pelas células do trofoblasto, que se fundem e formam uma camada de células chamada de sinciciotrofoblasto.

O sinciciotrofoblasto é uma camada de células que reveste os vasos sanguíneos do tecido fetal e tem como função principal proteger o feto do sistema imunológico da mãe. Isso porque o feto é uma combinação de células do pai e da mãe e, por isso, pode ser reconhecido como um corpo estranho pelo sistema imunológico da mãe. O sinciciotrofoblasto impede que os anticorpos da mãe ataquem as células do feto.

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Além disso, o sinciciotrofoblasto também é responsável por regular a passagem de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos entre o sangue materno e o sangue fetal. Essa regulação é importante para garantir que o feto receba os nutrientes necessários para se desenvolver, sem que haja uma sobrecarga no sistema circulatório da mãe.

Como é feita a troca de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos entre o sangue materno e fetal?

A troca de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos entre o sangue materno e fetal é feita por difusão e transporte ativo.

A difusão é um processo em que as moléculas se movem de uma região de maior concentração para uma região de menor concentração. Na placenta, a difusão é responsável pela passagem de gases, como o oxigênio e o dióxido de carbono, entre o sangue materno e o sangue fetal.

O transporte ativo é um processo em que as moléculas são transportadas contra um gradiente de concentração, ou seja, de uma região de menor concentração para uma região de maior concentração. Na placenta, o transporte ativo é responsável pela passagem de nutrientes, como a glicose, e de resíduos metabólicos, como a ureia, entre o sangue materno e o sangue fetal.

Quais são os riscos de uma mistura entre o sangue materno e fetal?

A mistura entre o sangue materno e fetal pode causar riscos para a saúde do feto, como a incompatibilidade sanguínea e a doença hemolítica do recém-nascido.

A incompatibilidade sanguínea ocorre quando o feto herda um tipo de sangue diferente do tipo de sangue da mãe. Isso pode acontecer quando o pai tem um tipo de sangue diferente do tipo de sangue da mãe e o feto herda o tipo de sangue do pai. Se a mãe tiver anticorpos contra o tipo de sangue do pai, esses anticorpos podem atravessar a barreira placentária e atacar as células do feto, causando anemia e outros problemas de saúde.

A doença hemolítica do recém-nascido ocorre quando o feto tem um tipo de sangue diferente do tipo de sangue da mãe e a mãe já teve contato com esse tipo de sangue antes, seja por uma gestação anterior ou por uma transfusão sanguínea. Nesse caso, a mãe já tem anticorpos contra o tipo de sangue do feto e esses anticorpos podem atravessar a barreira placentária e atacar as células do feto, causando anemia e outros problemas de saúde.

Conclusão

A placenta é um órgão fundamental para a gestação e o desenvolvimento do feto no útero da mãe. Ela é responsável por garantir a nutrição, oxigenação e eliminação de resíduos metabólicos do feto, além de produzir hormônios que ajudam a manter a gravidez. O sangue materno e fetal não se mistura na placenta porque existe uma barreira formada pelo sinciciotrofoblasto, que protege o feto do sistema imunológico da mãe e regula a passagem de nutrientes, oxigênio e resíduos metabólicos entre os dois tipos de sangue. A mistura entre o sangue materno e fetal pode causar riscos para a saúde do feto, como a incompatibilidade sanguínea e a doença hemolítica do recém-nascido.

FAQs

1. A placenta é um órgão exclusivo dos mamíferos?

Sim, a placenta é um órgão exclusivo dos mamíferos e se desenvolve durante a gestação para garantir a nutrição, oxigenação e eliminação de resíduos metabólicos do feto.

2. O que é a doença hemolítica do recém-nascido?

A doença hemolítica do recém-nascido é uma condição em que o feto tem um tipo de sangue diferente do tipo de sangue da mãe e a mãe já teve contato com esse tipo de sangue antes, seja por uma gestação anterior ou por uma transfusão sanguínea. Nesse caso, a mãe já tem anticorpos contra o tipo de sangue do feto e esses anticorpos podem atravessar a barreira placentária e atacar as células do feto, causando anemia e outros problemas de saúde.

3. A incompatibilidade sanguínea é comum na gravidez?

A incompatibilidade sanguínea é relativamente rara na gravidez, mas pode causar problemas de saúde para o feto se não for tratada adequadamente. Por isso, é importante fazer o exame de tipagem sanguínea durante o pré-natal e, se houver incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, fazer o acompanhamento médico necessário.

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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