"A Gente Se Acostuma Poema"

Reza November 19, 2021
Às vezes a gente se acostuma Lindas Mensagens

“A Gente Se Acostuma Poema” é uma obra poética de autoria de Marina Colasanti, uma escritora, jornalista e tradutora ítalo-brasileira. O poema aborda a temática da adaptação humana às situações adversas da vida, refletindo sobre a capacidade do ser humano de se habituar a realidades que, à primeira vista, parecem dolorosas e insuportáveis.

O Poema

A seguir, segue a íntegra do poema “A Gente Se Acostuma”:

A gente se acostuma
A se acostumar
A aceitar sem questionar
A injustiça do lugar
De onde se nasceu

E só porque se acostuma
Não quer dizer que seja justo
Porque a gente se acostuma
A lutar por um pouco de pão
A viver sob o domínio de uma religião

A gente se acostuma
A esperar o dia inteiro
Por um sorriso ou um aceno
Algum sinal de aprovação
E quando chega o momento
Não sai nem um grito, apenas um suspiro

A gente se acostuma
A não ouvir nenhum som
A não olhar nos olhos de ninguém
A esconder os braços e a cruzar as pernas
E quando chega o fim do dia
A gente se acostuma
A acender a televisão

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A gente se acostuma
A abrir a janela e a ver
O horizonte em toda a sua extensão
E aí, quase sem reparar,
Limita-se a uma faixa de céu
E a gente se acostuma
A esperar pelo futuro
Ou a lamentar pelo passado

A gente se acostuma
A trocar de amor
Como se troca de camisa
E aí, quando o braço fica vazio,
Se acostuma a dormir de conchinha

A gente se acostuma
A usar o presente
Como se fosse um abrigo
E a vida passa tão veloz
Que, em pouco tempo,
A gente nem percebe mais

Análise do Poema

O poema é composto por sete estrofes, cada uma com quatro versos, totalizando 28 versos. A técnica utilizada pela autora é a repetição da frase “a gente se acostuma”, que aparece no início de cada estrofe, reforçando a ideia de adaptação do ser humano às diversas situações da vida.

A primeira estrofe trata da adaptação a um lugar, que pode ser o local de nascimento ou um ambiente desfavorável, onde a injustiça é uma realidade constante. A autora questiona a aceitação passiva dessa injustiça, afirmando que o fato de se acostumar não significa que seja justo.

A segunda estrofe trata da adaptação a situações de luta por sobrevivência, como a busca por alimento e a submissão a uma religião imposta. A autora sugere que a capacidade de se acostumar pode ser um mecanismo de defesa do ser humano diante das adversidades.

A terceira estrofe trata da adaptação ao isolamento e à falta de comunicação, à espera de um gesto de aprovação ou de carinho que muitas vezes não vem. A autora sugere que, mesmo quando o momento esperado chega, a reação é apenas um suspiro, evidenciando a falta de capacidade de expressão e comunicação do ser humano acostumado a essa realidade.

A quarta estrofe trata da adaptação à solidão e à ausência de contato humano, à falta de afeto e de calor humano. A autora sugere que a televisão se torna um substituto da vida real, evidenciando a alienação e a falta de interação social.

A quinta estrofe trata da adaptação à limitação do horizonte, à falta de perspectiva e de sonhos. A autora sugere que, mesmo diante de uma paisagem ampla e bela, o ser humano se acostuma a uma visão limitada e restrita, deixando de sonhar e de buscar novas possibilidades.

A sexta estrofe trata da adaptação à troca constante de parceiros amorosos, à falta de compromisso e de fidelidade. A autora sugere que o ser humano se acostuma a essa falta de estabilidade emocional e afetiva, buscando conforto em gestos superficiais, como dormir de conchinha.

A sétima e última estrofe trata da adaptação ao presente, que muitas vezes é visto apenas como um abrigo temporário, sem a percepção do tempo que passa rápido demais. A autora sugere que o ser humano se acostuma a viver no presente sem perceber o quanto isso pode ser efêmero e passageiro.

Conclusão

“A Gente Se Acostuma Poema”, de Marina Colasanti, é um poema que reflete sobre a capacidade humana de se adaptar às diversas situações da vida. Através da repetição da frase “a gente se acostuma”, a autora sugere que essa capacidade pode ser tanto um mecanismo de defesa diante das adversidades quanto um obstáculo para a mudança e para a busca de novas possibilidades. O poema convida o leitor a refletir sobre sua própria capacidade de adaptação e sobre a importância de não se acomodar diante das dificuldades.

FAQs

1. Qual é a importância do poema “A Gente Se Acostuma”?

O poema “A Gente Se Acostuma” é importante porque reflete sobre uma característica humana muito presente na sociedade contemporânea: a capacidade de se adaptar a situações adversas. Através da repetição da frase “a gente se acostuma”, a autora sugere que essa capacidade pode ser tanto um mecanismo de defesa diante das adversidades quanto um obstáculo para a mudança e para a busca de novas possibilidades. O poema convida o leitor a refletir sobre sua própria capacidade de adaptação e sobre a importância de não se acomodar diante das dificuldades.

2. Quem é Marina Colasanti?

Marina Colasanti é uma escritora, jornalista e tradutora ítalo-brasileira, nascida em Asmara, na Eritreia, em 1937. Ela é autora de diversos livros de contos, crônicas, poemas e ensaios, e já ganhou vários prêmios literários ao longo de sua carreira. Seus textos abordam temas como a identidade, a liberdade e a condição feminina, e têm uma forte preocupação com as relações humanas e com a busca por sentido na vida.

3. Qual é a mensagem principal do poema “A Gente Se Acostuma”?

A mensagem principal do poema “A Gente Se Acostuma” é a importância de não se acomodar diante das adversidades e de buscar novas possibilidades de vida. Através da repetição da frase “a gente se acostuma”, a autora sug

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Reza Herlambang

Eu sou um escritor profissional na área de educação há mais de 5 anos, escrevendo artigos sobre educação e ensino para crianças na escola.

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